Antenada nas tendências da década, a equipe do Mercado Livre, gigante do ramo do comércio eletrônico, anunciou nesta semana o início das atividades do seu programa de proteção ambiental na região da Serra da Mantiqueira, cadeia montanhosa que se estende por três estados do Brasil: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Batizada de Regenera América, a iniciativa de sustentabilidade tem o objetivo de proteger e conservar os mais emblemáticos biomas da América Latina, como os Andes, a Mata Atlântica, a Amazônia e a Patagônia. O investimento previsto para o início das atividades é de US$ 8 milhões.

Em 2021, a empresa já destinou R$ 45 milhões para duas iniciativas na Mata Atlântica, ambas em parceria com o Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ) e com a global The Nature Conservancy (TNC). Os projetos vão promover o plantio de árvores, a regeneração de corredores biológicos e atuar na proteção das bacias hidrográficas da região.

Para mapear o progresso da iniciativa, o projeto conta com apoio tecnológico da startup Pachama. A cleantech tem uma tecnologia que combina imagens e satélite, dados de LiDAR, um sistema laser aerotransportado, e inteligência artificial para o monitoramento de ecossistemas e regiões de mata.

Em entrevista à Forbes, Pedro Arnt, CFO do Mercado Livre, explicou que o valor do investimento é proporcional a pegada de carbono da empresa em 2020. Mas segundo o executivo, a ideia principal é apoiar diretamente projetos cientificamente comprovados de combate às mudanças do clima.

“Queremos contribuir com o desenvolvimento deste mercado, além de ajudar a preservar serviços ecossistêmicos vitais para as pessoas e as empresas, como a água que abastece milhões na região em que operamos”, disse Arnt.

Para quem não sabe, a “Pegada de Carbono” é um termo abrasileirado do inglês (carbon footprint). Segundo o site da WWF, a “pegada” representa a área terrestre necessária para depósito das emissões de gás carbônico oriundas da queima de combustíveis fósseis e da produção de cimento.

Atualmente, a Pegada de Carbono responde por mais da metade da Pegada Ecológica total da humanidade, índice que mede o impacto do homem sobre a natureza. Trata-se da parte que mais cresce. Há cerca de 100 anos, o carbono representava uma fração muito pequena de toda a Pegada Ecológica. Desde 1970, o total mais do que triplicou.